Anamnese odontológica: as 11 perguntas essenciais e como o Big Idea transforma a resposta em alerta

Ronaldo Moura· fundador da Big Idea5 min de leitura

Resposta curta: a anamnese odontológica precisa de onze perguntas, em três blocos: condições de saúde, alergias e medicação, e hábitos e histórico. As que mais importam são as de anticoagulante, alergia a anestésico e gestação, porque mudam a conduta no dia. No Big Idea, essas respostas viram alerta na tela de quem atende.

Conteúdo informativo; não substitui o julgamento do cirurgião-dentista, nem sugere diagnóstico ou conduta para um paciente específico.

Quais são as 11 perguntas que não podem faltar?

Não existe lista oficial do Conselho Federal de Odontologia dizendo quais campos são obrigatórios. O que a literatura descreve é a estrutura: queixa principal, história médica e hábitos. A lista abaixo é a nossa proposta, organizada nessa estrutura e dividida em três blocos: condições de saúde, alergias e medicação, hábitos e histórico.

BlocoPerguntaPor que existe
Condições de saúde1. Está em tratamento médico?Contexto de todas as outras respostas
2. Tem problema de coração, pressão alta ou diabetes?Pede atenção redobrada ao atendimento
3. Usa anticoagulante ou tem problema de sangramento?Risco de hemorragia em procedimento invasivo
4. Está grávida ou amamentando?Muda a escolha de medicamento e o momento
Alergias e medicação5. Tem alergia a anestésico?Reação grave na própria cadeira
6. Tem alergia a outro medicamento ou ao látex?Evita receitar ou usar o que já causou reação
7. Quais remédios usa todo dia?Interação com o que o dentista prescreve
8. Já passou mal em atendimento anterior?Sinaliza medo ou intercorrência
Hábitos e histórico9. Fuma ou já fumou?Interfere na cicatrização
10. Já fez cirurgia ou foi internado?Completa a história médica
11. Qual o motivo da consulta?A queixa principal abre o prontuário

O que o Big Idea faz com a resposta?

Ele transforma a resposta em aviso. A clínica escreve a regra uma vez, por exemplo "se tem alergia a anestésico, avisar como crítico", e o alerta aparece abaixo do nome do paciente e no agendamento. O modelo do Big Idea já vem com onze perguntas, quatro delas com alerta, em três níveis: crítico, atenção e informativo.

Dois detalhes importam para o prontuário. A ficha não tem botão de editar: corrigir cria uma nova versão, e a anterior fica no histórico. E o sistema registra quem leu a ficha, com data, IP e navegador. O alerta clínico não sai por WhatsApp, SMS ou e-mail: dado de saúde fica dentro do sistema.

Onde não somos a melhor escolha: o Big Idea não importa fichas de outros sistemas, e hoje a tela para a clínica editar as perguntas ainda não existe (a nossa equipe ajusta o modelo). Também não faz prescrição digital.

Por que a pergunta sobre anticoagulante vem antes de qualquer extração?

Porque a resposta decide se o atendimento segue como previsto. Mas a literatura não manda suspender o remédio. Uma meta-análise publicada no Journal of the Canadian Dental Association, com cinco ensaios e 553 pacientes, não encontrou aumento de sangramento relevante ao manter a varfarina em procedimentos dentários simples, comparado a interrompê-la.

Há ressalvas: a evidência é de poucos estudos, cobre a varfarina e não os anticoagulantes novos, e as diretrizes divergem, com a recomendação do American College of Chest Physicians admitindo manter ou suspender por dois a três dias. A decisão cabe ao dentista, junto com o médico do paciente. À anamnese cabe garantir que a informação chegue antes da cadeira.

E alergia a anestésico, pressão alta, diabetes e gestação?

Cada uma muda o atendimento, e nenhuma cabe na memória. Alergia a anestésico é a que mais pede alerta crítico, porque a reação acontece na própria cadeira. Revisões brasileiras indicam que hipertensos e diabéticos pedem anamnese e protocolo próprios (Research, Society and Development, 2022), e a hipertensão foi a condição sistêmica mais frequente nos prontuários analisados (Archives of Health Investigation).

Sobre gestantes e vasoconstritores no anestésico, há trabalhos de revisão, mas não encontramos consenso citável para este texto; a conduta é do profissional. Isto é prática de consultório, não evidência que possamos resumir aqui.

Quando atualizar a ficha e por quanto tempo guardá-la?

Atualize a cada mudança de saúde: remédio novo, cirurgia, gestação. Registre como nova versão, para a antiga continuar provando o que valia em cada atendimento. O Código de Ética Odontológica obriga o dentista a manter os prontuários atualizados e em arquivo próprio (Revista de Odontologia da UNESP).

O tempo de guarda é debatido. Um capítulo da UFMG propõe no mínimo dez anos após a última consulta, e o Código de Defesa do Consumidor pode estender esse prazo (UFMG). Confirme com o CRO do seu estado.

Perguntas frequentes

A anamnese precisa de assinatura do paciente? Na prática é comum pedir, e a literatura descreve a assinatura como parte da ficha. Não encontramos exigência em norma.

Anamnese digital vale como a de papel? Vale como prontuário, desde que seja guardada, datada e com acesso controlado.

O Big Idea emite receita? Não. Não faz prescrição digital, nota fiscal nem guia TISS.

Quer ver o alerta funcionando? Conheça a anamnese digital do Big Idea e compare com o odontograma e o prontuário.

Fontes, consultadas em 26 de outubro de 2026: Journal of the Canadian Dental Association, varfarina em procedimentos dentários, Research, Society and Development (2022), Archives of Health Investigation, Revista de Odontologia da UNESP, Código de Ética Odontológica, UFMG, prontuário odontológico e Big Idea, descrição oficial do produto.

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